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% Artigo -- Classificação de Imagens RGB com SVM e Transfer Learning
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% Formato: SIGEport (IEEEtran, duas colunas), em português
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% Compilar com: pdflatex artigo_svm_rgb.tex
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\documentclass[a4paper]{SIGEport}
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\usepackage{graphicx}
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\usepackage[caption=false,font=footnotesize]{subfig}
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\usepackage{geometry}
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\usepackage{cite}
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\usepackage{amsmath}
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\usepackage{booktabs}
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\usepackage{array}
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\usepackage[hyphens]{url}
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\usepackage{placeins}
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\usepackage{listings}
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\lstset{
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language=R,
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basicstyle=\ttfamily\scriptsize,
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breaklines=true,
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frame=single,
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xleftmargin=0.5em,
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xrightmargin=0.5em
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}
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\geometry{top=20mm,bottom=20mm,left=18mm,right=12mm}
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\begin{document}
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\title{Classifica{\c{c}}{\~a}o de Imagens de Sensoriamento Remoto RGB
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com SVM e Atributos Extraídos por \textit{Transfer Learning}}
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\author{Jo{\~a}o Marcos de Oliveira Costa$^1$,
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Eduardo Carlos Generoso J{\'u}nior$^1$,
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|
Vitor Cesa$^1$,
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Mateus Habermann$^1$
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e Daniel Pamplona$^1$\\ % [VERIFICAR] afiliação de Mateus Habermann (IEAv/INPE no artigo galoa)
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{\small $^1$Instituto Tecnol{\'o}gico de Aeron{\'a}utica (ITA),
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S{\~a}o Jos{\'e} dos Campos/SP -- Brasil}\\
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}
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\maketitle
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\begin{resumo}
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Este trabalho avalia o desempenho de classificadores baseados em
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\textit{Support Vector Machine} (SVM) para a classificação de imagens
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de sensoriamento remoto coletadas por drones sobre ambiente urbano.
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A extração de atributos é realizada por meio de \textit{transfer
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learning} com a rede convolucional MobileNetV2, pré-treinada no
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conjunto ImageNet, produzindo vetores de 1.280 características por
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imagem. O \textit{dataset} compreende 1.248 imagens TIFF organizadas em
|
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13~classes de cobertura urbana coletadas sobre Guaratinguetá (SP).
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Cinco modelos foram comparados: SVM linear, SVM radial com parâmetros
|
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padrão, SVM radial com ajuste por busca em grade, SVM radial com
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redução dimensional via Análise de Componentes Principais (PCA) e
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|
\textit{Random Forest}. O melhor resultado foi obtido pelo SVM linear,
|
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com acurácia de 40,00\% na partição de teste e 40,15\% na validação
|
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cruzada \textit{k-fold} ($k=5$). O desempenho indica que a
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representação RGB, mesmo enriquecida por \textit{transfer learning},
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impõe um teto de discriminação para ambientes urbanos com alta
|
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similaridade espectral entre classes, motivando a incorporação de
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|
bandas termais em trabalhos futuros.
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\end{resumo}
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\begin{chave}
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|
\textit{Support Vector Machine}; \textit{transfer learning};
|
|
MobileNetV2; sensoriamento remoto; imagens RGB;
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classificação urbana; \textit{Random Forest}.
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\end{chave}
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\section{Introdução}
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A classificação de imagens de sensoriamento remoto é tarefa central
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para o monitoramento ambiental, o planejamento urbano e a inteligência
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geoespacial. Com a popularização dos sistemas aéreos não tripulados
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|
(SANT), tornou-se possível coletar imagens de alta resolução espacial
|
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com baixo custo operacional, abrindo novas oportunidades para análises
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|
de cobertura e uso do solo em escala local~\cite{lacerda2023}.
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Imagens RGB capturadas por drones de pequeno porte oferecem três
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bandas espectrais (vermelho, verde e azul), suficientes para
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discriminar feições com resposta espectral visível distinta.
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|
Em áreas urbanas, a diversidade de materiais construtivos (concreto,
|
|
asfalto, telhas cerâmicas, metálicas e de amianto, vegetação rasteira
|
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e arbórea) produz classes com alta similaridade espectral no domínio
|
|
RGB, tornando a tarefa de classificação intrinsecamente
|
|
desafiadora~\cite{cheng2020}.
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|
O uso de SVM em sensoriamento remoto é consolidado na literatura.
|
|
Melgani e Bruzzone~\cite{melgani2004} demonstraram que SVMs com
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\textit{kernel} radial (RBF) superam classificadores clássicos em
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|
cenários hiperespectrais. Camps-Valls e Bruzzone~\cite{campsvalls2005}
|
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sistematizaram o emprego de métodos baseados em \textit{kernel} para
|
|
imagens hiperespectrais, mostrando que a escolha adequada do
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|
\textit{kernel} e o ajuste de hiperparâmetros são determinantes para
|
|
o desempenho. Em imagens RGB de resolução espacial muito alta, a
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|
escassez de informação espectral motiva o uso de descritores derivados
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de redes neurais convolucionais profundas como
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pré-processamento~\cite{cheng2020}.
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|
O \textit{transfer learning} consiste em reutilizar representações
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aprendidas por uma rede convolucional em uma tarefa de larga escala,
|
|
tipicamente a classificação do conjunto ImageNet, como extratores de
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atributos para um domínio-alvo com menor quantidade de
|
|
dados~\cite{sandler2018}. Essa abordagem elimina a necessidade de
|
|
treinamento de ponta a ponta com dados rotulados escassos, tornando-se
|
|
atrativa para \textit{datasets} de sensoriamento remoto de médio
|
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porte e viabilizando o uso de classificadores clássicos sobre
|
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representações profundas.
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Neste contexto, o presente trabalho aplica a rede MobileNetV2,
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pré-treinada no ImageNet, como extrator de atributos para um
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\textit{dataset} de imagens RGB de cobertura urbana em
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Guaratinguetá (SP), avaliando cinco variantes de classificadores
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|
SVM e \textit{Random Forest}. O trabalho complementa o estudo de
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|
Lacerda et al.~\cite{lacerda2023}, que empregou fusão RGB\,+\,TIR
|
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(\textit{thermal infrared}) com classificação orientada a objeto
|
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(GEOBIA) em área urbana similar, alcançando acurácia de 88,68\%;
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|
o presente estudo investiga o limite do canal RGB isolado com
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classificadores lineares e não-lineares sobre atributos profundos.
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O restante do artigo está organizado da seguinte forma: a Seção~2
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apresenta a fundamentação teórica; a Seção~3 descreve a metodologia;
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a Seção~4 reporta os experimentos e resultados; a Seção~5 discute os
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achados; e a Seção~6 conclui o trabalho.
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\section{Fundamentação Teórica}
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\subsection{\textit{Support Vector Machine}}
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A SVM, introduzida por Cortes e Vapnik~\cite{cortes1995} e
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formalizada em~\cite{vapnik1995}, é um classificador de margem
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máxima que busca o hiperplano separador ótimo em um espaço de
|
|
características. Dado um conjunto de treinamento
|
|
$\{(\mathbf{x}_i, y_i)\}_{i=1}^n$, com $y_i \in \{-1,+1\}$,
|
|
o problema primal é:
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\begin{equation}
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|
\min_{\mathbf{w},b,\boldsymbol{\xi}} \frac{1}{2}\|\mathbf{w}\|^2
|
|
+ C\sum_{i=1}^n\xi_i,
|
|
\label{eq:svm_primal}
|
|
\end{equation}
|
|
sujeito a $y_i(\mathbf{w}^\top\phi(\mathbf{x}_i)+b)\geq 1-\xi_i$ e
|
|
$\xi_i\geq 0$, onde $C>0$ é o parâmetro de custo e $\phi(\cdot)$ é
|
|
o mapeamento induzido por um \textit{kernel}
|
|
$k(\mathbf{x},\mathbf{x}')=\phi(\mathbf{x})^\top\phi(\mathbf{x}')$.
|
|
Para problemas não-linearmente separáveis, utiliza-se o \textit{kernel}
|
|
RBF:
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\begin{equation}
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|
k(\mathbf{x},\mathbf{x}') =
|
|
\exp\!\left(-\gamma\|\mathbf{x}-\mathbf{x}'\|^2\right),
|
|
\label{eq:rbf}
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|
\end{equation}
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|
cujo hiperparâmetro $\gamma$ controla o raio de influência de cada
|
|
vetor de suporte. A extensão para problemas multiclasse é feita pela
|
|
estratégia \textit{one-vs-one}, que treina $\binom{K}{2}$
|
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classificadores binários e decide por votação~\cite{melgani2004};
|
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para $K=13$~classes, isso resulta em 78~classificadores binários.
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\subsection{\textit{Random Forest}}
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O \textit{Random Forest}, proposto por Breiman~\cite{breiman2001},
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é um método de aprendizado por agrupamento (\textit{ensemble}) que
|
|
combina múltiplas árvores de decisão. Cada árvore é treinada sobre
|
|
uma subamostra aleatória do conjunto de treinamento
|
|
(\textit{bagging}) e utiliza, em cada divisão de nó, um subconjunto
|
|
aleatório de atributos. O resultado final é obtido por votação
|
|
majoritária entre as árvores, o que reduz a variância em relação
|
|
a um único classificador. Além da classificação, o método fornece
|
|
estimativas de importância das variáveis por meio do critério
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|
\textit{MeanDecreaseGini}, que quantifica a contribuição média de
|
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cada atributo na redução da impureza de Gini ao longo de todas as
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árvores da floresta.
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\subsection{Atributos RGB em Sensoriamento Remoto}
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Imagens RGB de SANT possuem resolução espacial tipicamente inferior
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a 10~cm, mas apenas três bandas espectrais, muito aquém dos sensores
|
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hiperespectrais. Em ambientes urbanos, a discriminação de classes
|
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espectralmente similares (como asfalto versus concreto) requer
|
|
descritores texturais ou morfológicos além da informação espectral
|
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pura~\cite{cheng2020}. Estudos de classificação de cenas de
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|
sensoriamento remoto com \textit{deep learning} mostram que
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|
arquiteturas convolucionais profundas capturam essas texturas de
|
|
forma consistente mesmo quando treinadas em domínios
|
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distintos~\cite{cheng2020}.
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\subsection{\textit{Transfer Learning} e Redes Convolucionais}
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|
Redes neurais convolucionais (CNN) profundas aprendem hierarquias de
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representação, evoluindo de bordas e texturas locais nas camadas
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iniciais até padrões semânticos de alto nível nas camadas finais.
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|
Quando treinada no ImageNet, uma CNN codifica atributos genéricos
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transferíveis para outros domínios sem necessidade de re-treinamento
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completo~\cite{sandler2018}.
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A MobileNetV2~\cite{sandler2018} é uma arquitetura eficiente que
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emprega blocos de resíduo invertido com gargalo linear, com cerca de
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3,4~milhões de parâmetros. Sem a camada de classificação final e
|
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com \textit{Global Average Pooling}, produz um vetor de
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1.280~dimensões por imagem de entrada $224\times224$~px.
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Esses atributos alimentam um classificador externo, sem atualização
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dos pesos da rede.
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\section{Metodologia}
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\subsection{Conjunto de Dados}
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O \textit{dataset} é composto por 1.248 imagens TIFF coletadas por
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drone sobre a área urbana de Guaratinguetá (SP), organizadas em 13
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classes de cobertura urbana (C1--C13), com 96~imagens por
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classe. % [VERIFICAR] resolução espacial e sensor exatos
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|
Para equalizar o impacto das classes no treinamento, foi realizada
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uma amostragem estratificada de 50~imagens por classe, totalizando
|
|
650~amostras. A Figura~\ref{fig:distclasses} mostra a distribuição
|
|
das classes após a amostragem.
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\begin{figure}[h]
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|
\centering
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\includegraphics[width=0.98\columnwidth]{%
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|
trabalho_svm_rgb_files/figure-html/unnamed-chunk-6-1.png}
|
|
\caption{Distribuição das classes no \textit{dataset} após amostragem
|
|
estratificada (50 imagens/classe, 650 no total).}
|
|
\label{fig:distclasses}
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\end{figure}
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\subsection{Extração de Atributos com MobileNetV2}
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Cada imagem foi redimensionada para $224\times224$~pixels e
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normalizada para o intervalo $[-1, 1]$ pela transformação
|
|
$(x / 127{,}5) - 1{,}0$, conforme a pré-normalização específica
|
|
do MobileNetV2. A rede foi carregada com pesos pré-treinados no
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|
ImageNet por meio do pacote \texttt{keras3} em~R~\cite{r_core},
|
|
sem a camada de classificação (\texttt{include\_top = FALSE}) e
|
|
com \textit{Global Average Pooling} (\texttt{pooling = "avg"}),
|
|
produzindo um vetor de 1.280~atributos por imagem:
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\begin{lstlisting}
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|
modelo_base <- application_mobilenet_v2(
|
|
include_top = FALSE,
|
|
weights = "imagenet",
|
|
pooling = "avg",
|
|
input_shape = c(224L, 224L, 3L)
|
|
)
|
|
\end{lstlisting}
|
|
|
|
As imagens foram processadas em lotes de 16 (\textit{batch size}),
|
|
com resultado armazenado em \textit{cache} para evitar
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reprocessamento. Após a extração, atributos com variância próxima
|
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de zero (\textit{near-zero variance}, NZV) foram removidos e os
|
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demais padronizados (\textit{center}/\textit{scale}).
|
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\subsection{Divisão dos Dados e Validação}
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As 650~imagens foram divididas em 70\% para treinamento
|
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(455~imagens) e 30\% para teste (195~imagens) por amostragem
|
|
estratificada (\textit{holdout}). Adicionalmente, foi aplicada
|
|
validação cruzada \textit{k-fold} com $k=5$ dobras estratificadas,
|
|
para estimativa mais robusta da generalização. Na validação cruzada,
|
|
os melhores hiperparâmetros do SVM radial ajustado, obtidos na etapa
|
|
de \textit{holdout} ($C=1$, $\gamma=0{,}001$), foram reutilizados
|
|
em cada dobra para evitar o custo computacional de re-otimização.
|
|
Para o \textit{Random Forest}, o número de árvores foi reduzido para
|
|
200 no \textit{k-fold} (contra 500 no \textit{holdout}) por razão
|
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de eficiência computacional.
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\subsection{Redução Dimensional com PCA}
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|
A Análise de Componentes Principais foi aplicada ao conjunto de
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treinamento. Para reter 95\% da variância explicada são necessários
|
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249~componentes (Figura~\ref{fig:pca}), o que evidencia a alta
|
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dispersão da informação ao longo das 1.280~dimensões do espaço
|
|
MobileNetV2. Optou-se por reter 30~componentes para treinar o modelo
|
|
PCA\,+\,SVM~radial, com custo computacional reduzido.
|
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\begin{figure}[h]
|
|
\centering
|
|
\includegraphics[width=0.98\columnwidth]{%
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|
trabalho_svm_rgb_files/figure-html/unnamed-chunk-18-1.png}
|
|
\caption{Variância acumulada pelos componentes principais.
|
|
Para 95\% da variância, são necessários 249~componentes.
|
|
A linha vertical indica o corte em 30~componentes
|
|
utilizado no modelo PCA\,+\,SVM radial.}
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\label{fig:pca}
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\end{figure}
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\subsection{Modelos Avaliados}
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Cinco modelos foram treinados e avaliados:
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(i)~SVM linear, com $C=1$; % [VERIFICAR] valor exato de C para SVM linear
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(ii)~SVM radial com parâmetros fixos ($\mathit{cost}=10$,
|
|
$\gamma=0{,}01$);
|
|
(iii)~SVM radial ajustado por busca em grade,
|
|
$C \in \{0{,}1;\;1;\;10;\;100\}$ e
|
|
$\gamma \in \{0{,}001;\;0{,}01;\;0{,}05;\;0{,}1\}$,
|
|
com melhor configuração $C=1$, $\gamma=0{,}001$;
|
|
(iv)~PCA\,+\,SVM radial, com projeção em 30~componentes seguida de
|
|
SVM radial com $\mathit{cost}=10$ e $\gamma=0{,}01$; e
|
|
(v)~\textit{Random Forest} com 500~árvores e parâmetros padrão.
|
|
Todos os modelos foram implementados em~R~\cite{r_core} com os
|
|
pacotes \texttt{e1071} (SVM), \texttt{caret} e
|
|
\texttt{randomForest}, com semente aleatória fixada em 123.
|
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% ======================================================================
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\section{Experimentos e Resultados}
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\subsection{Comparação de Desempenho}
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A Tabela~\ref{tab:resultados} apresenta as métricas obtidas na
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partição de teste (\textit{holdout} 70/30) e na validação cruzada
|
|
(\textit{k-fold}, $k=5$) para os cinco modelos. As métricas
|
|
reportadas são acurácia global, índice Kappa de Cohen, sensibilidade
|
|
macro-média, especificidade macro-média e F1-\textit{score}
|
|
macro-médio.
|
|
|
|
\begin{table}[h]
|
|
\centering
|
|
\caption{Métricas de desempenho (\textit{holdout} e \textit{k-fold})}
|
|
\label{tab:resultados}
|
|
{\scriptsize
|
|
\begin{tabular}{lccccc}
|
|
\toprule
|
|
Modelo & Acur. & Kappa & Sens. & Espec. & F1 \\
|
|
\midrule
|
|
\multicolumn{6}{l}{\textit{Holdout (70\%/30\%)}} \\
|
|
\midrule
|
|
SVM linear & 0,400 & 0,350 & 0,400 & 0,950 & 0,402 \\
|
|
\textit{Rand. Forest} & 0,374 & 0,322 & 0,374 & 0,948 & 0,369 \\
|
|
PCA + SVM rad. & 0,359 & 0,306 & 0,359 & 0,947 & 0,370 \\
|
|
SVM rad. aj. & 0,354 & 0,300 & 0,354 & 0,946 & 0,352 \\
|
|
SVM radial & 0,144 & 0,072 & 0,144 & 0,929 & 0,193 \\
|
|
\midrule
|
|
\multicolumn{6}{l}{\textit{K-fold} ($k = 5$)} \\
|
|
\midrule
|
|
SVM linear & 0,402 & 0,352 & 0,402 & --- & 0,409 \\
|
|
PCA + SVM rad. & 0,368 & 0,315 & 0,368 & --- & 0,378 \\
|
|
SVM rad. aj. & 0,362 & 0,308 & 0,362 & --- & 0,367 \\
|
|
\textit{Rand. Forest} & 0,348 & 0,293 & 0,348 & --- & 0,350 \\
|
|
SVM radial & 0,159 & 0,088 & 0,159 & --- & 0,223 \\
|
|
\bottomrule
|
|
\end{tabular}}
|
|
{\scriptsize Especificidade macro não calculada para o \textit{k-fold}.}
|
|
\end{table}
|
|
|
|
O SVM linear obteve o melhor desempenho em ambas as estratégias
|
|
de avaliação. Na validação cruzada, alcançou acurácia de 40,15\% e
|
|
$\kappa=0{,}352$, indicando concordância razoável acima do acaso.
|
|
A Figura~\ref{fig:comparacao} compara as acurácias dos cinco modelos
|
|
no \textit{holdout}, e a Figura~\ref{fig:multimetrica} apresenta
|
|
as demais métricas, confirmando a consistência do SVM linear
|
|
como melhor modelo em todas as dimensões avaliadas.
|
|
|
|
\begin{figure}[h]
|
|
\centering
|
|
\includegraphics[width=0.98\columnwidth]{%
|
|
trabalho_svm_rgb_files/figure-html/unnamed-chunk-23-1.png}
|
|
\caption{Comparação da acurácia dos cinco modelos na partição de
|
|
teste (\textit{holdout}).}
|
|
\label{fig:comparacao}
|
|
\end{figure}
|
|
|
|
\begin{figure}[h]
|
|
\centering
|
|
\includegraphics[width=0.98\columnwidth]{%
|
|
trabalho_svm_rgb_files/figure-html/unnamed-chunk-24-1.png}
|
|
\caption{Comparação de múltiplas métricas (acurácia, Kappa,
|
|
sensibilidade e F1-\textit{score}) para os cinco modelos
|
|
(\textit{holdout}).}
|
|
\label{fig:multimetrica}
|
|
\end{figure}
|
|
|
|
\subsection{Análise por Classe}
|
|
|
|
A Figura~\ref{fig:confusao} exibe a matriz de confusão do SVM linear
|
|
no conjunto de teste. A sensibilidade por classe varia de 13\%
|
|
(C12) a 60\% (C5 e C9), passando por valores intermediários como
|
|
C8~(53\%), C6~(53\%) e C3~(47\%). As classes C11, C12 e C13
|
|
apresentam sensibilidades inferiores a 27\%, indicando que o modelo
|
|
sistematicamente falha em discriminá-las das demais. A confusão
|
|
predominante ocorre entre classes com resposta espectral similar
|
|
no domínio visível, como diferentes tipos de telha e pavimentação.
|
|
|
|
\begin{figure}[h]
|
|
\centering
|
|
\includegraphics[width=0.98\columnwidth]{%
|
|
trabalho_svm_rgb_files/figure-html/unnamed-chunk-26-1.png}
|
|
\caption{Matriz de confusão do SVM linear no conjunto de teste
|
|
(195 amostras, 13 classes).}
|
|
\label{fig:confusao}
|
|
\end{figure}
|
|
|
|
\subsection{Importância das Variáveis}
|
|
|
|
A Figura~\ref{fig:importancia} mostra as 20~variáveis mais
|
|
importantes segundo o critério \textit{MeanDecreaseGini} do
|
|
\textit{Random Forest}. Os atributos mais relevantes para a
|
|
classificação são vetores de ativação específicos da camada de
|
|
\textit{Global Average Pooling} do MobileNetV2, identificados
|
|
pelos índices \texttt{feat\_XXXX}. % [VERIFICAR] identificar quais índices dominam
|
|
A distribuição da importância ao longo dos 20~principais atributos
|
|
não apresenta concentração acentuada em poucos índices, sugerindo
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que a discriminação das classes urbanas depende de combinações
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distribuídas das ativações profundas, em vez de um subconjunto
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pequeno de características dominantes.
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\begin{figure}[h]
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\centering
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\includegraphics[width=0.98\columnwidth]{%
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trabalho_svm_rgb_files/figure-html/unnamed-chunk-28-1.png}
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\caption{As 20 variáveis mais importantes segundo o critério
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\textit{MeanDecreaseGini} do \textit{Random Forest}.}
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\label{fig:importancia}
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\end{figure}
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\subsection{\textit{Holdout} versus \textit{K-fold}}
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As métricas obtidas por \textit{k-fold} foram consistentes com as do
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\textit{holdout} (Figura~\ref{fig:hkf}), com variação máxima de
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0,002 pontos de acurácia para o SVM linear, indicando ausência de
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sobreajuste significativo. A maior discrepância ocorreu com o
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\textit{Random Forest}, cujo desempenho no \textit{holdout} (37,44\%)
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superou o \textit{k-fold} (34,77\%). Parte dessa diferença é
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explicada pela redução de 500 para 200 árvores no
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\textit{k-fold}, adotada por razão de eficiência computacional.
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\begin{figure}[h]
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\centering
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\includegraphics[width=0.98\columnwidth]{%
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trabalho_svm_rgb_files/figure-html/unnamed-chunk-34-1.png}
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\caption{Comparação entre as acurácias obtidas por \textit{holdout}
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e por \textit{k-fold} ($k=5$) para os cinco modelos.}
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\label{fig:hkf}
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\end{figure}
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\section{Discussão}
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A acurácia máxima de 40,15\% para 13 classes está abaixo do que
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seria típico em cenários com maior diversidade espectral. O resultado
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contrasta com o de Lacerda et al.~\cite{lacerda2023}, que obteve
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83,02\% somente com RGB e 88,68\% com fusão RGB\,+\,TIR em um
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problema de 8 classes. Três fatores explicam essa diferença.
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Em primeiro lugar, o número de classes: com 13 categorias de
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cobertura urbana visualmente similares, o problema é
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consideravelmente mais difícil que classificações com 8 ou menos
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classes.
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Em segundo lugar, a informação espectral: imagens RGB não capturam
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a reflectância termal (TIR), que diferencia materiais como telha
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cerâmica, concreto e asfalto, cujas emissividades são distintas
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mesmo quando a coloração no espectro visível é similar.
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Em terceiro lugar, a representatividade do \textit{transfer
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learning}: a MobileNetV2, treinada no ImageNet, aprende descritores
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otimizados para objetos fotográficos do cotidiano. Sua transferência
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para imagens de coberturas urbanas em ponto de vista \textit{nadir}
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é parcialmente efetiva, mas não especializada para texturas de
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materiais construtivos~\cite{cheng2020}.
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Um achado relevante é a superioridade do SVM linear sobre o SVM
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radial. Em espaços de alta dimensão (1.280 atributos), os dados
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tendem a se tornar mais linearmente separáveis, de modo que o
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\textit{kernel} linear encontra hiperplanos eficazes sem risco de
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sobreajuste. O \textit{kernel} RBF, por sua vez, é fortemente
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sensível ao parâmetro $\gamma$: com os valores padrão
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($\gamma=0{,}01$, $\mathit{cost}=10$), a função de similaridade
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colapsa e o modelo alcança apenas 14,36\% de acurácia. Após ajuste
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por busca em grade ($\gamma=0{,}001$, $\mathit{cost}=1$), o
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desempenho sobe para 35,38\%, porém ainda abaixo do SVM linear.
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A aplicação de PCA antes do SVM radial com os mesmos parâmetros
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padrão ($\mathit{cost}=10$, $\gamma=0{,}01$) elevou a acurácia de
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14,36\% para 35,90\%, mesmo sem re-otimização dos hiperparâmetros.
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Isso indica que a redução de 1.280 para 30~componentes corrige
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implicitamente a escala de $\gamma$, tornando o \textit{kernel} RBF
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funcional sem busca em grade. O custo, porém, é a perda de variância
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explicada: os 30~componentes capturam menos de 20\% da variância
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total (Figura~\ref{fig:pca}), o que limita o teto de desempenho.
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\section{Conclusão}
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Este trabalho avaliou cinco modelos (SVM linear, SVM radial em três
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configurações e \textit{Random Forest}) para a classificação de
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imagens de cobertura urbana RGB coletadas por drone, utilizando
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atributos de \textit{transfer learning} extraídos pela MobileNetV2.
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O SVM linear obteve o melhor desempenho, com acurácia de 40,15\%
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na validação cruzada \textit{k-fold}, superando o SVM radial
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ajustado (36,15\%), o \textit{Random Forest} (34,77\%) e o SVM
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radial padrão (15,85\%). Os resultados confirmam que: (i)~em espaços
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de alta dimensão gerados por CNN, o \textit{kernel} linear é
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competitivo; (ii)~a parametrização de $\gamma$ é crítica para o
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\textit{kernel} RBF; e (iii)~a redução dimensional por PCA corrige
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implicitamente a escala do \textit{kernel} sem re-otimização.
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Como principais direções futuras, destacam-se:
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(i)~incorporação da banda termal (TIR) para fusão de dados,
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conforme demonstrado em~\cite{lacerda2023};
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(ii)~uso de arquiteturas CNN pré-treinadas em \textit{datasets} de
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sensoriamento remoto (\textit{domain-specific transfer learning});
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(iii)~ampliação do número de amostras por classe; e
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(iv)~exploração de classificadores baseados em \textit{Transformers}
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para dados de cena.
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\bibliographystyle{IEEEtran}
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\bibliography{Referencias_SVM}
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\end{document}
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